quinta-feira, março 24, 2011

Avalie o quanto você conhece sobre a Educação Ambiental no Brasil

Avalie o quanto você conhece sobre a Educação Ambiental no Brasil


A Última Hora

A Última Hora - O filme

Antes de assistir, leia a crítica do site Adoro Cinema:

" É preciso não confundir a importância do tema com o filme em si. A questão do aquecimento global é grave e merece o debate em todos os âmbitos possíveis. Entretanto isto não significa que qualquer filme que aborde o assunto seja automaticamente bom, simplesmente por tê-lo feito. Um filme pode até servir de alerta, mas isto não o exime da responsabilidade de ser bem feito. E este é o grande problema de A Última Hora . O documentário segue a linha de Uma Verdade Incoveniente , aclamado mundialmente. Pode-se dizer que trata-se de uma espécie de sub-produto, já que repete muito do que já foi visto e, pior ainda, ressalta os defeitos do filme estrelado por Al Gore. Se em “Uma Verdade…” já pouco se falava sobre os efeitos do aquecimento em escala global - África e América do Sul são quase que excluídos -, aqui isto é ainda mais explícito: A Última Hora é sobre os Estados Unidos e ponto final. Em ambos os filmes existe um claro ataque ao governo americano, mas aqui ele aparece de forma estranha, puxando o tema de uma revista que é bancada e censurada. Apesar de até ter relação com o aquecimento global, já que a matéria mostrada citava justamente isto, trata-se de algo um tanto quanto fora de contexto em relação ao que A Última Hora se propõe a ser. O ataque soa gratuito, para ser mais claro. Outro grave problema de A Última Hora é seu formato, que lembra bastante o usado pelo picareta The Secret - O Segredo . Uma série de personalidades, algumas bem famosas e outras nem tanto, falando alucinadamente sobre o tema, sem apresentar qualquer fundamentação. É tipo assim: se Stephen Hawkins, gênio consagrado, diz isso ele deve estar certo, não é preciso provar algo. Tudo bem, os efeitos do aquecimento global são visíveis a qualquer um de nós, mas o filme trata o tema sem jamais oferecer ao espectador algo além do que ele próprio já sabe. “Uma Verdade…” ao menos se preocupava com isto, com os gráficos apresentados e as comparações de fotos, enquanto que A Última Hora quer convencer mais pela fama de seus entrevistados do que pelo seu conteúdo. É claro que, ao término da sessão, houve aplausos. E eles devem ser dados para o esforço na conscientização sobre o aquecimento global, mas não para o filme".

Assista e tire suas conclusões!
Abraços, Bere.


Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Parte 7


Parte 8


Parte 9




segunda-feira, março 21, 2011

Conto sobre a água: Como explicar o inexplicável

Conto sobre a água:  Como explicar o inexplicável - Um conto de Maria Cristina Zeballos de Sisto (Buenos Aires, março de 1995).

Maria Cristina, advogada, certa vez deparou-se com uma pergunta de seu pequeno Frederico, de cinco anos que lhe questionou sobre o cheiro e a cor do rio que havia visto num passeio da escola. Como lhe responder a esta questão? Como lhe explicar que esse era um rio poluído? Como lhe explicar que pessoas como seus pais eram responsáveis pela contaminação do rio? Como lhe explicar que para fabricar seus sapatos se contaminam litros de água? Resolveu, então, criar um conto:


Era uma vez, uma gota de água que morava numa grande e gorda nuvem, e se chamava GOTITA. Certo dia, lá do alto da nuvem GOTITA viu no alto de uma montanha, um fio de prata que descia e ficava cada vez maior e brilhava como o sol. Muito curiosa GOTITA perguntou a uma gota mais velha:


- O que é aquilo tão lindo que desce do alto da montanha?


A gota mais velha lhe respondeu que era a nascente de um rio que é formado por muitas outras gotas que vivem viajando e moram com muitos peixes e plantas aquáticas.


- Quero ser rio também! Respondeu animadamente.


Para sua sorte, naquele momento começou uma forte chuva e GOTITA embarcou de carona para conhecer aquela maravilha. Mergulhou fundo no rio e tudo era como a gota mais velha lhe havia dito. Ali as águas eram cristalinas e foi então que começou sua viagem.


Logo se deparou com algumas mulheres lavadeiras às margens do rio. Elas despejavam no rio uma água espumante e cheirosa e aquela água também seguia o curso do rio, então, tratou de continuar sua viagem.


Na manhã seguinte encontrou um pescador que havia pescado um bagre bigodudo. Foi até a margem para ver o que iria acontecer com o bagre e deparou-se com muitas latas e potes plásticos no leito do rio. Aquilo já não era mais tão bonito...


Seguiu sua viagem e a noite avistou muitas luzes que pareciam mil estrelas e sentiu a música de uma pequena cidade. Dois namorados diziam poesias quando ela passava, porém, em seguida lhe ocorreu algo muito desagradável: de um grosso tubo começou a sair um líquido marrom e de textura viscosa. Eram os dejetos de esgoto da cidade. Daí em diante as coisas mudaram. A viagem deixou de ser encantadora. O dono de um frigorífico sujou a água com sangue de um montão de animais e contaminou o rio com restos de tanino que saiam de seu curtume.


No dia seguinte passou por uma usina que produzia energia para a cidade. Os que fabricam eletricidade utilizam a água do rio para esfriar as turbinas. Teve a sorte de conhecer uma turbina por dentro. Este último passeio a esquentou um pouquinho e alguns peixes morreram. Há poucas horas adiante dos deságües de uma fábrica juntaram-se umas substâncias que têm nomes muito difíceis e que são muito perigosas. Realmente os humanos não deixavam GOTITA em paz. Neste momento ela pensou: “Que complicado é ser rio”. Logo passou um barco cheio de troncos de árvores que perdia petróleo que ele usava como combustível. Este último acontecimento a perturbou um pouco mais. Nesta noite descobriu que as estrelas quase não se refletiam na água e logo chegou a capital. Em seus arredores vivia muita gente. A sujeira se amontoava nas margens e não se via ninguém, somente muito lixo e entre ele, pneus de automóveis habitados por muitos caracóis que transmitem aos humanos uma doença muito rara. Logo se deu conta que o leito do rio estava coberto por algo negro. Escutou um senhor que dizia que aquilo era petróleo. O andar do rio era cada vez mais lento. Um automóvel velho era morada de muitos ratos as margens do rio. O rio já não era mais puro e nem cantava o canto das cachoeiras. A GOTITA sentiu um odor muito forte. Uma mamãe disse ao seu filho que não podia nadar neste rio porque as águas estavam contaminadas e o contato com essa água era muito perigoso. Neste momento a GOTITA avistou uma professora com seus alunos. “Eles vão querer brincar comigo”, pensou a GOTITA, porém somente escutou a voz de Frederico perguntando: ”o que é isso que cheira tão mal?”. GOTITA encheu seu coração de pena e ela se sentiu muito leve, pois o sol começou a esquenta-la e a transformou novamente em nuvem. Suspirou de alívio, “Que susto”, exclamou “Estou limpa e de novo em casa”.


Quando se preparava para descansar de sua longa viagem desde o começo, viu uma grande mancha negra que entrava no mar: esse era o rio da Prata.


Assim Frederico aprendeu como os homens podem transformar a natureza.


Tradução e Adaptação - Berenice Gehlen Adams


Fonte: http://www.apoema.com.br/praticas.htm 

Seleção de vídeos sobre água

Seleção se vídeos sobre água

Em virtude do Dia Mundia da Água (22/03) selecionamos alguns vídeos que podem servir de material pedagógico para explorar ideias e ampliar a consciência da importância deste elemento para a vida na Terra.




Animação infantil



Matéria da Sabesp - Tratamento da Água - com apresentação de Marina Person



Matéria da Sabesp - Tratamento de Esgoto - com apresentação de Edgar Picolli



Reaproveitamento da água da chuva




sábado, março 19, 2011

Informativo Apoema 93

Edição da semana (16/03/2011): Informativo Apoema 93

 A edição traz um texto que aborda uma reflexão sobre a quantidade e a qualidade de produtos supérfluos que temos a nossa disposição e aborda o tema Água como destaque das ações do mês de março devido a comemoração do Dia Mundial da Água. Bom proveito à todos!




Edição ANO 3 - VOL93 - 19/MAR 2011

terça-feira, março 15, 2011

Almanaque Brasil Socioambiental está disponível para download

Almanaque Brasil Socioambiental está disponível para download
A segunda edição do almanaque, lançada no final de 2007 pelo ISA, esgotou e agora está disponível para download. Em linguagem acessível, com fotos, imagens e gráficos, a publicação apresenta um panorama atualizado dos ambientes brasileiros e das grandes questões socioambientais da Terra. O aquecimento global e as mudanças climáticas são o destaque, e é a contribuição do ISA para aguçar a consciência planetária sobre os modelos insustentáveis de produção e consumo que estão por trás da atual crise ambiental em que vivemos.


Com 552 páginas, dez ensaios fotográficos e 85 verbetes, o Almanaque Brasil Socioambiental 2008 está disponível para download.


Assim como em sua primeira edição, de 2005, traz um panorama atualizado dos ambientes brasileiros – Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, Pampa e Zona Costeira -, aborda as grandes questões socioambientais contemporâneas, e tem capítulos específicos sobre Diversidade Socioambiental, Florestas, Cidades, Água, Terras, Recursos Energéticos e Minerais e Modelos de Desenvolvimento. Contém ainda um capítulo inteiro sobre Mudanças Climáticas. O tema permeia toda a publicação, que traz informações específicas sobre as ameaças que as alterações no clima representam para cada região do Brasil a partir de cenários pessimistas ou otimistas, seus efeitos sobre o planeta, a relação do Brasil com o aquecimento global, o papel das florestas na regulação do clima, e quais os desafios que se colocam daqui para frente, no Brasil e no mundo.


Cartões-postais brasileiros ameaçados revelando a situação de paisagens, regiões ou lugares do País que vêm sendo afetados por grandes obras, poluição, desmatamento ou descaso também integram a publicação. Os textos foram produzidos por 122 colaboradores, entre jornalistas, ativistas e especialistas das mais diferentes áreas. Um mapa-pôster destaca os efeitos da ação humana sobre o território brasileiro.

Fonte: http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3266

sábado, março 12, 2011

Chega de ignorar os sinais da natureza

Editorial da 35ª Educação Ambiental em Ação

Chega de ignorar os sinais da natureza

Sento para elaborar o editorial da 35ª Edição da Educação Ambiental em Ação muito apreensiva pelas notícias do terremoto que assolou o Japão e provocou tsunamis que inundaram a costa daquele país - e de outros em menores proporções, salientando que ainda há riscos de mais terremotos, neste dia 12 de março de 2011.
Trata-se, portanto, de um desastre natural sem precedentes, e será muito difícil contabilizar os danos causados.
Sem falar nos aspectos das perdas humanas que são ainda imensuráveis, e olhando pelo aspecto ambiental, a situação é estarrecedora, ainda mais pelos riscos de vazamentos (que já iniciaram) de radiação das usinas nucleares atingidas, o que potencializa o grau da tragédia.
Assim, se inicia um ano com sérios desastres, entre grandes e pequenos, em todos os cantos do mundo. Muita chuva, seca, terremotos, inundações, tsunamis, o que mais?
O desastre ocorrido recentemente no Rio de Janeiro nos mostrou que estamos “analfabetos” quando se trata em lidar com tragédias frente as poderosas forças da natureza. Precisamos, com urgência, pensar em formas de orientações para que saibamos como agir em situações de desastres.
Acessei o portal da Secretaria Nacional de Defesa Civil para verificar o que temos há nossa disposição para orientações básicas, e disponibilizo o link de acesso a algumas recomendações http://www.defesacivil.gov.br/desastres/recomendacoes/index.asp 
A situação exige, no mínimo, uma reação e uma avaliação no que se refere a um preparo para lidarmos com essas situações extremas, se é que realmente somos os animais mais inteligentes do Planeta.
Além de pensar em uma educação que nos prepare para o enfrentamento destas situações, precisamos nos unir e lutar para frear a instalação de obras faraônicas como usinas nucleares e hidrelétricas, que , mais cedo ou mais tarde, podem se transformar em “bombas relógio”, em casos como o ocorrido no Japão, isso sem falar nos danos ambientais provocados pelas construções destas instalações.
“Estamos destruindo a vida com virulência tal, que parece suicídio. Seria uma morte procurada, se não fosse o resultado da destrutividade humana, aparentemente inevitável que acabará mesmo com tudo que vale a pena. Só não o fará, de fato, se se desencadear uma nova revolução; depois da primeira, divina, que engendrou a vida; a segunda, humana, que humanizou e mecanizou o mundo. A terceira seria um freio que detivesse a poluição e a destrutividade [...] Na verdade das coisas, não seria nenhum acontecimento sideral, se a vida se apagasse, espontaneamente, na Terra [...] Seria, porém, uma tristeza do ponto de vista do agente ativo da morte da vida, que somos nós, os humanos. Para nós, portanto, nada é mais imperativo e urgente do que inverter este processo, desencadeando uma terceira revolução, a ecológica, para que a vida sobreviva.” Darcy Ribeiro
A equipe da revista faz parte do grupo de pessoas que acredita nessa 3ª revolução proclamada por Darcy Ribeiro e apresenta diversas ações que objetivam a transformação menos impactante possível da interferência humana no ambiente a partir da moderação e do respeito pela majestosa NATUREZA, que nos abriga em seu ventre e nos proporciona essa fantástica experiência que é viver.


Bere Adams
E Equipe da Educação Ambiental em Ação.


http://www.revistaea.org  






terça-feira, março 08, 2011

Glass harp-Toccata and fugue in D minor-Bach-BWV 565



O ser humano é tão capaz de realizar encantos quanto desencantos. Tantas maravilhas como a que podemos ver e ouvir, e tantas atrocidades, humanas, ambientais, que se tornam desumanas...
A delicadeza desta apresentação é fantasticamente tocante, e nos incentiva ao despertar de nossa sensibilidade adormecida pela cultura consumista... Imagina isso ao vivo!
Abraços, Bere.
Dia Internacional da Mulher - uma reflexão



Berenice Gehlen Adams







Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher.


Por todos os cantos ouve-se falar da data.


A mídia envolve este dia num manto materno.


A conversa torna-se predominantemente feminina.


Dia Internacional da Mulher...


Na televisão chovem programas envolvendo discussões sobre a questão do gênero: entrevistas, notícias, eventos. Muitos ressaltam que se a mulher precisa ter um dia especial para que seja lembrada, isso denota que há uma necessidade de firmar direitos, buscar justiça e reconhecimento. Pois bem, que façamos isto, então...


Vamos entrar nessa onda de comemoração e parabenizar todas as mulheres que conhecemos.
Vamos lembrar de todas as mulheres que fazem (e fizeram) parte das nossas vidas. Vamos homenagear aquelas mulheres:
- que seguram as pontas nos momentos de dificuldades;


- que dão a vida, literalmente, pela vida dos seus filhos;

- que amenizam as dores do mundo com sua força, não física, mas interior;
- que buscam sempre superar, com obstinação e abnegação, todos os obstáculos que surgirem no caminho.
É, a mulher é assim, pelo menos a maioria que eu conheço.


Toda mulher é mãe, não só dos seus filhos, mas dos seus amigos, dos amigos dos seus filhos, dos seus alunos, dos seus colegas, enfim, das pessoas com as quais se relaciona. Ela está sempre disposta a oferecer um colo, um ombro, um carinho.


Eu, por exemplo, tenho muitas mães. A minha mãe biológica já cumpriu o seu papel, e como órfã que sou, compenso sua falta nas minhas amigas, reais e virtuais que são, também, minhas mães. Eu também sou mãe de muitas pessoas, além de ser mãe dos meus filhos. Sou mãe daquelas pessoas que vêm pedir conselhos, desabafar, pedir uma palavra de apoio.


Penso que é esse sentimento materno que envolve a mulher numa dimensão mais intuitiva, que a torna compreensiva (mas não passiva – pelo menos hoje em dia) de todas as injustiças pelas quais já passou ao longo do processo civilizatório, e ainda passa.


É esse amor incondicional que inspira os homens a serem bons, a seguirem em frente acreditando na paz, na justiça social, no fim da miséria, no fim da guerra, no perdão, na união verdadeira entre homens e mulheres.


A questão do gênero separa homem/mulher, porém, sabe-se que é impossível separar feminino e masculino. Todos os corpos possuem as duas essências, com uma delas em predominância. Todos os corpos foram gerados pelo corpo de uma mulher, porém, sem o homem a vida não nasceria. E por acreditar na força de ambos os gêneros que parabenizo, também, todos os homens, principalmente aqueles que valorizam as mulheres, que permitem a elas ocuparem espaços que historicamente foram seus, que se engajam na luta contra a discriminação desse gênero tão sofrido em muitas culturas e sub-culturas.


Quem sabe um dia, num futuro não tão distante, estaremos comemorando, ao invés do Dia Internacional da Mulher, o Dia Internacional de Mulheres e Homens.


Certa vez meu filho me perguntou: “Mãe, porque não existe o dia internacional do Homem?”, mas a minha resposta a ele fica na imaginação de cada um. Deixo, então, essa questão: o que você responderia?

Fonte: Portal Projeto Apoema  - Educação Ambiental

sexta-feira, março 04, 2011

IV Encontro Estadual de Salas Verdes e Seminário Municipal de Educação Ambiental

Olá, Pessoal

Vou palestrar no IV Encontro Estadual de Salas Verdes e Seminário Municipal de Educação Ambiental em Charqueadas/RS http://goo.gl/FpgPx

Abraços, cuidem-se neste Carnaval!
Bere Adams

Mais uma reflexão sobre a interdisciplinaridade da Educação Ambiental

Mais uma reflexão sobre a interdisciplinaridade da Educação Ambiental



Berenice Gehlen Adams

 
A Educação Ambiental (EA) se trata de uma forma diferente de organizar e perceber os conteúdos disciplinares, interligando-os, fazendo relações de como estes abordam as questões ambientais; e prioriza a aplicação de técnicas didáticas que sensibilizem os alunos visando ampliar a conscientização sobre nossos hábitos e atitudes que promovem uma vida mais sustentável e equilibrada.


Mas, como fazer isto de uma maneira sistematizada, de forma que a EA esteja presente em todos os momentos educativos? Esta é uma dúvida que muitos professores, desde os da Educação Infantil até os de disciplinas específicas do Ensino Fundamental e Ensino Superior, têm. Não se tem respostas para esta questão, apenas indicações que podem auxiliar cada professor a encontrá-la, dentro da sua realidade e do seu contexto educacional:


- Fazer uma análise dos conteúdos a serem trabalhados e perceber como estes abordam o meio ambiente. É como abrir um leque conceitual a partir dos conteúdos que serão desenvolvidos, fazendo uma conexão à vida propriamente dita. A partir daí, elaborar os planejamentos das aulas.


- Incluir, semanalmente, técnicas e dinâmicas de grupo que podem ser adaptadas para abordar os conteúdos que estão sendo desenvolvidos e conectados à situações cotidianas, envolvendo hábitos e atitudes.


- Anote sempre observações feitas por alunos, principalmente em momentos de debates, reflexões, dinâmicas de grupos, sensibilizações. Estas observações ou temáticas levantadas podem se tornar o conceito chave para desenvolver outras aulas.


- Não partir de problemas ambientais para trabalhar a EA, mas sim, fazer com que o conteúdo desenvolvido percorra uma trilha conceitual para, no final, abordar algum problema que possa estar relacionado, apresentando, também, possíveis soluções.


- Trocar ideias com professores das outras disciplinas ou das outras turmas. É possível driblar o fator tempo deixando recados, textos, sugestões de atividades ou relatos das suas atividades em um mural da escola. Até um caderno comum deixado na classe auxilia nesta troca.


- Conversar esporadicamente com os alunos sobre o que eles estão trabalhando nas outras disciplinas e fazer uma análise de como poderá contribuir com o tema, ampliando o assunto, abordando-o nas aulas.

Fazer conexões entre os assuntos estudados. Com o tempo, os próprios alunos as farão, espontaneamente. A Educação Ambiental permeia um oceano infinito de ideias e conceitos que convergem para um significado maior de vida. Fazendo emergir este significado daquilo que estamos ensinando proporcionar-se-á uma aprendizagem mais significativa. Estaremos ensinando e aprendendo a viver melhor.

Fonte: Informativo Apoema 91 (03/2001)