segunda-feira, dezembro 29, 2008

Entrevista com Berenice Gehlen Adams para a Revista Sustentabilidade (RS)
Dayane Cunha
Junho/08

RS - O seu site é muito completo. Mesmo assim, gostaria de saber (só para começar) como anda o projeto neste momento. Quais são seus atuais desafios? Algum novo projeto?

Berenice - Dayane, para te situar melhor, resumidamente o Projeto Apoema - Educação Ambiental nasceu a partir da formulação de um livro didático-pedagógico de Educação Ambiental (EA), em 1993, que foi avaliado e aprovado por órgãos educacionais competentes (SMED/NH, SEC/RS e MEC/BR) e publicado em 1997. Após participar de alguns eventos divulgando a proposta de inclusão da EA a partir da Educação Infantil, em 1999 "descubro" a Internet como potente ferramenta pedagógica, e como eu já tinha familiaridade com informática (fui professora de informática, além de alfabetizadora) construí um website para divulgar e difundir a EA, ampliando objetivos e abrangência do projeto que sempre foi desenvolvido de forma independente e voluntária. Realmente o trabalho forte do Projeto Apoema - Educação Ambiental é realizado pelo ambiente virtual, que recebe mais de dois mil visitantes por dia, em média - um número bastante expressivo para um website que não faz uso de publicidade e por se tratar de um espaço virtual educacional. Além de divulgar e difundir a EA, em 2000 fundei um grupo de estudos de EA chamado GEAI (Grupo de Educação Ambiental da Internet) que conta com mais de 800 participantes, sendo a maioria do Brasil, e deste grupo foi criada a revista eletrônica Educação Ambiental em Ação, com periodicidade trimestral (www.revistaea.org).

Em 2003 institucionalizo a editora Apoema Cultura Ambiental, que hoje conta com 15 publicações de minha autoria voltadas para professores e crianças, e são comercializados somente pela Internet.

Como o Projeto Apoema - EA foi ampliando sua abrangência, recentemente, mais precisamente no final de 2007, transformou-se em ONG, e está em fase de estruturação. Portanto, novas metas e planos estão nascendo: buscar parceiros, captar recursos, formar uma equipe sólida para ações locais, elaborar um informativo de Educação Ambiental para diferentes públicos, promover cursos de capacitação em Educação Ambiental, auxiliar no aprimoramento e fundamentação de projetos de EA em execução, promover eventos, e um deles já está em andamento que é o I Encontro Metropolitano de Educação Ambiental Martim-pescador, que organizamos em parceria com outras instituições do Vale do Rio dos Sinos/RS, que ocorreu no final do mês de maio/08. Deste evento pretende-se estabelecer maiores vínculos com iniciativas de EA de diferentes segmentos da região e criar uma Rede Metropolitana de Educação Ambiental, para unir esforços e trazer a tona projetos de EA que estão sendo desenvolvidos em empresas, escolas, ONG,s e outras instituições.

Tenho um prazer enorme em trabalhar nestes empreendimentos por tratar de um assunto que sou apaixonada que é Educação Ambiental, tanto na editora quanto na ONG recém-nascida - mas que já conta com uma longa caminhada. Hoje está "na moda" falar em EA, e por isto ela se torna mais importante ainda, pois deve passar da superficialidade aos aspectos mais profundos para promover mudanças culturais.

RS - Vocês pretendem ter representantes em outros estados?

Berenice - Sim, pretendemos ter representantes em outros estados, tanto pela editora Apoema Cultura Ambiental - pois pretendemos ampliar a distribuição dos livros que hoje tem a internet como principal ferramenta de vendas -, quanto pela associação Projeto Apoema - Educação Ambiental que no Artigo 5º do seu estatuto prevê se organizar em tantas unidades quantas forem necessárias, em qualquer parte do território nacional, para divulgar e difundir a EA.

RS - Além da internet, como levar o projeto para o país? Já existe alguma idéia sobre isto?

Berenice - O Projeto Apoema - EA já participou de diversos eventos em diferentes estados do país: SP, GO, MA, MS, SC, RS, e através de parcerias com apoios na divulgação de inúmeras ações. Pretendemos ampliar essa participação - que até o momento era feita de forma voluntária e com recursos próprios - através da captação de recursos para a ONG que estamos estruturando. A ideái inicial para deixar nossas pegadas pelo Brasil afora é a promoção de uma feira cultural ambiental itinerante, e pretendemos elaborar o projeto para apresentar a alguma empresa. Se já fomos tão longe como associação independente, certamente romperemos muitas distâncias do nosso imenso território nacional como associação legalizada. Também pretendemos elaborar materiais impressos para distribuição gratuita em escolas estaduais e municipais de todo Brasil, para incentivar ações e capacitar professores das séries iniciais da educação básica, pois há uma carência muito grande de material e de cursos voltados para este público.

RS - Você disse que está na moda falar de educação ambiental. Você tem visto empresas se aproveitando desta moda para se promover? O que acha destas ações empresariais de educação ambiental? Ela tem resultado?

Berenice - Penso que a EA estar "na moda" já é um primeiro passo, pois indica que está na "vitrine", porém, é preciso sair da vitrine para estar em todos os lugares. Todos precisamos "comprar" essa idéia, através da sensibilização e da conscientização. Nas empresas a EA está sendo articulada principalmente por obrigação, pela legislação ambiental, pela imagem da empresa e por uma certa cobrança, ainda que um tanto tímida, de clientes. As empresas precisam de muito empenho e pesquisa para serem ambientalmente corretas, e a EA é imprescindível para essa necessária transformação. Infelizmente, muitas empresas se utilizam de slogans ambientais apenas para a promoção de imagem. Sei de um caso em que um técnico de Meio Ambiente está vivendo uma crise ética, pois vê a empresa onde trabalha praticar verdadeiros crimes ambientais, e não pode se manifestar, pois perderá seu emprego. Esta situação se repete em centenas de outras empresas, porém, não vêm à tona, são ocultas porque há muitos interesses em jogo. Os ambientalistas ainda são vistos como ameaças, e a EA sofre de descaso porque vai contra a cultura do consumo. É preciso sensibilizar empresários e políticos, pois, mais dia, menos dia, estarão sofrendo as conseqüências deste descaso na pele. O aquecimento global está aí, e suas conseqüências já se manifestam sem timidez...

RS - Como introduzir educação ambiental na educação formal? Virar disciplina obrigatória?

Berenice - A lei 9795 que institui a Educação Ambiental no Brasil é clara e coerente com os princípios da EA delimitados por diferentes coletivos através de conferências internacionais como a Conferência de Tbilisi, a de Belgrado, a Eco-92, que prioriza sua prática como interdisciplinar a ser incluída em todas as séries do ensino formal, portanto, desde a Educação Infantil ao Ensino Superior. Infelizmente esta prática ainda não é efetivada e muitas escolas optam por engessar a EA em uma Disciplina, quando ela deveria estar em todas. Essa questão é muito debatida entre educadores ambientais, sendo que muitos são a favor da criação da disciplina, pois desta forma ela acontece, tem um professor responsável, tem uma grade de temáticas a seguir - os famosos conteúdos curriculares -, uma vez que de forma interdisciplinar ela não se efetiva - é de responsabilidade de todos e de ninguém ao mesmo tempo. Mas isto acontece por desconhecimento dos princípios da EA contidos nos principais documentos referência que são: O Tratado de Educação Ambiental para Sociedade Sustentável e Responsabilidade Global, A Carta da Terra e a Lei 9795 da EA, entre outros. É preciso promover a capacitação dos profissionais da Educação para que tenham suporte teórico, didático e metodológico para a inclusão da EA na Educação Formal. Eles só não praticam a EA porque sentem falta de referências e de orientação.

RS - Como deve ser o preparo dos professores em educação ambiental?

Berenice - Os professores devem participar de atividades que os sensibilizem para a necessidade de uma mudança de postura em relação aos nossos costumes e hábitos, e devem ter conhecimento dos documentos que citei anteriormente. Por isto a EA não é uma tarefa fácil, pois todo educador deverá mudar, passando a enxergar o mundo de forma diferente, e este é o maior desafio que a EA tem pela frente. Neste sentido a revista eletrônica Educação Ambiental em Ação, do Projeto Apoema, dá um enorme contribuição aos educadores. Também almejamos futuramente fazer uma versão impressa da revista, para alcançar pessoas que são excluídas do universo digital.

RS - Qual o papel da mídia para auxiliar na educação ambiental?

Berenice - O papel da mídia é muito importante pois é um potente veículo formador de opinião. É visível o aumento de programas televisivos - de boa qualidade - sobre as questões ambientais, mas uma pena que a maioria é veiculada em canais por assinatura. A mídia impressa também está abrindo um espaço maior, mesmo que ainda não o suficiente. A mídia ainda está muito voltada para o catastrofismo, que mais imobiliza do que sensibiliza, mas aos pouco tudo está mudando.

RS - Conte um pouquinho da sua rotina diária e da rotina de um professor ambiental.

Berenice - Normalmente, pela manhã, acesso o site para ler os recados que são minha fonte de inspiração para prosseguir nesta jornada que às vezes é um tanto árdua pelas dificuldades em conseguir verbas e parcerias. Para minha rotina, que é um tanto flexível, tenho um cronograma e estabeleço metas de acordo com este cronograma. Nas semanas anteriores, por exemplo, trabalhei intensamente na ampliação de uma coleção infantil voltada para crianças, desde o texto, ilustrações, atividades, editoração até a formatação; na atualização do site do Projeto, na programação da revista eletrônica que está entrando na sua 24ª edição (www.revistaea.org) cujo lançamento foi 5 de junho, entre outras atividades. Então, divido meu tempo entre atividades com a editora e com o projeto.

RS - Como um professor pode começar a educação ambiental em sua escola? Quais seriam os primeiros passos?

Berenice - Antes de iniciar a Educação Ambiental (EA) na escola, o professor deve conhecer três documentos que são referência e que servirão de suporte teórico para esta prática: A Carta da Terra, O Tratado de Educação Ambiental para Sociedade Sustentável e Responsabilidade Global, e a Lei 9795. Existem muitos outros documentos, mas considero estes os principais, pois os dois primeiros acolhem os princípios e os pilares de uma Educação Ambiental para a cidadania planetária e outro trata de um documento que legitima a EA no Brasil. Estes documentos são facilmente encontrados na internet. É interessante, também, conhecer o processo de construção de cada um deles.

RS - Quais os temas que devem ser tratados em educação ambiental? Como trabalhar a interdisciplinaridade? Pode citar um exemplo?

Berenice - Depois de conhecidos os princípios e as bases da EA, sugiro para o professor da Educação Infantil ou das séries iniciais do Ensino Fundamental que faça uma atividade exploratória com as crianças para descobrir o que mais desperta a curiosidade e o interesse delas sobre as questões ambientais. Pode ser através de brincadeiras com imagens, listagens de palavras, alguma história infantil, vai depender da criatividade do docente. Depois de descobrir a temática de interesse, sugiro elaborar um projeto propondo atividades variadas, explorando ao máximo o tema. Por exemplo, se o tema for ANIMAIS, o professor poderá planejar atividades envolvendo: animais do bairro, animais de estimação, animais em extinção, animais grandes e pequenos, necessidades dos animais, importância dos animais para o ambiente, necessidades físicas dos animais, cuidado com os animais, classificação dos animais e por aí vai. É importante abordar as temáticas e desenvolver projetos associando a quatro enfoques que são: AMBIENTE (a relação do ambiente com a temática abordada e vice-versa)- ECOLOGIA (as inter-relações que a temática envolve e necessidades vitais) - PRESERVAÇÃO (relação da temática com a preservação) e RECICLAGEM (relação da temática envolvendo reciclagem) procurando associar as temáticas de interesse que estão sendo trabalhadas a estes enfoques que possibilitarão uma série de associações dos processos de aprendizagem. Estas atividades podem envolver todas as disciplinas e assim a EA vai sendo implantada aos poucos, de forma interdisciplinar. O professor atento perceberá o momento em que o assunto estiver esgotando a curiosidade das crianças, que indicarão interesse por outra questão, por exemplo, ÁRVORES, ou BRINQUEDOS... Aí ele poderá seguir o mesmo processo anterior. Se for um professor por Disciplina específica, sugiro que estude a sua grade de conteúdos e veja onde poderá inserir os enfoques ambientais. Em Português, por exemplo, as atividades podem ser relacionadas ao meio ambiente: criar poemas, elaborar redações, criar histórias que remetam a importância do cuidado, da preservação. Ou em Geografia, o professor pode explorar as temáticas ambientais de distintas regiões, trabalhar ambiente natural e ambiente construído - enfatizando que tudo é meio ambiente, e não somente "a natureza", e trazer assuntos como o estado dos rios do Brasil ou da cidade "tal," a vegetação, a fauna, a flora, etc. E assim para as demais disciplinas. Sempre digo que a EA funciona como um óculos, pois o nosso atual sistema de educação está míope, e a EA vem para corrigir essa distorção de ótica. Passamos a enxergar mais a vida em seu amplo contexto de relações através das lentes da EA.

RS - Quando se fala em "meio ambiente" as pessoas pensam em florestas, longe do ambiente em que vivem. Como mudar esta visão e mostrar que educação ambiental é educar para melhorar o ambiente em que se vive?Como trabalhar com a criança que tem educação ambiental, mas que, ao sair da escola, não vê o mesmo tratamento do ambiente. (exemplo: falar de coleta seletiva, mas seu bairro não faz coleta). Geralmente educação ambiental é voltada às crianças. Mas como educar os adultos?

Berenice - Trabalhar com a Educação Ambiental é trabalhar com o contraditório, e por isto é tão difícil de compreendê-la na sua prática. Mas é bem mais simples do que parece. Para tirar essa noção de que meio ambiente é algo fora de nós, ou simplesmente uma paisagem natural, com rios límpidos e florestas verdejantes, é importante desenvolver atividades com as crianças em espaços diversos - jardins, parques, museus, até shoppins center se for o caso de ser da realidade das crianças, e utilizar estes espaços como Estruturas Educadoras. Há uma linha teórica sobre este assunto, que aborda a Educação Ambiental numa simples volta na quadra da escola, ou mesmo dentro das dependências do ambiente educacional, pois tudo é ambiente, com a diferença que pode ser natural ou construído, e, em sendo construído, foi construído com elementos do ambiente. Podemos exemplificar com uma escada de pedra que tenha um corrimão de madeira. Nossa! Dá para trabalhar muitas coisas, como: de onde vem aquelas pedras, e aquela madeira? Quem as transformou? Aí entra o pedreiro e o marceneiro - profissões. E quantos degraus têm essa escada? Quantas pedras têm nessa escada, que podemos contar? Aí entra matemática. E assim como a escada serviu como estrutura educadora, assim também temos inúmeros outros espaços que podem ser explorados incluindo sempre o enfoque ambiental. E outra coisa importante a salientar é que o professor não precisa ser biólogo, cientista, agrônomo, ele não precisa saber tudo sobre meio ambiente, pois vai aprender junto com seus alunos. Um professor curioso e interessado também é fundamental para todo processo de aprendizagem. E é desta forma, educando diferente, inclusive conversando sobre as contrariedades que vivenciamos como a questão da separação do lixo e da falta da coleta seletiva que você abordou. É importante saber primeiro o que eu posso fazer para melhorar o meu relacionamento com o meio ambiente, pois esta mudança deve ser espontânea, e não deve ocorrer pela crítica ou pelo dedo apontado aos outros que ainda não se sensibilizaram para a importância de cuidar do meio ambiente. É desta forma que os educadores podem oferecer para as crianças uma nova visão de mundo, lembrando que para nós adultos, é bem mais difícil, porque temos que primeiro desaprender tudo o que aprendemos, para reaprender a ler o mundo de forma interdisciplinar. Só então perceberemos que tudo está relacionado entre si, e que dependemos uns dos outros para viver.

RS - Como você está pensando em fazer parceria com as empresas? Alguma já está interessada? Vai haver critérios para você escolher a empresa? (ex: não ser poluidora do meio ambiente) Como será este apoio da empresa? Para quê? Publicação de livros, palestras, viagens a outros estados...

Berenice - As parcerias são fundamentais. Temos parcerias estabelecidas com outras ONG's: Intituto Martim-Pescador (SL/RS), Movimento Roessler (NH/RS), Cooperativa Sítio Pé na Terra (NH/RS), e órgãos governamentais: Secretaria do Meio Ambiente de Novo Hamburgo (SEMAM/NH-RS) e Ministério do Meio Ambiente através do envio de materiais didáticos de EA produzidos pelo governo. Estas parcerias colaboram principalmente na efetivação de eventos como o recente I Encontro Metropolitanos de Educação Ambiental Martim-pescador, e divulgação recíproca de ações. Mas, para que possamos ampliar as ações do projeto, investindo em: recursos humanos, publicações voltadas para docentes e crianças, eventos culturais com feiras educativas e mostras de teatro, elaboração de informativos e materiais didático-pedagógicos como jogos e vídeos educacionais, cursos a distância, palestras em lugares que têm pouco acesso a informação ambiental, viagens para o intercâmbio com outros projetos de Educação Ambiental desenvolvidos pelo Brasil, entre outras ações, precisamos estabelecer parcerias com empresas para a obtenção de recursos financeiros. Estamos aprendendo como isto funciona e quais mecanismos temos à nossa disposição, pois o projeto existe como associação há pouco tempo, menos de um ano, embora tenha uma histórias de quase 10 anos em ações voluntárias. Todos sabemos que as indústrias, em maior ou menor escala, são as maiores causadoras do desequilíbrio ambiental, e muitas delas recebem multas (em caso de danos ambientais evidentes) ou condicionantes que lhes exigem investimento em Educação Ambiental, e se uma empresa destas se interessar em efetivar parceria, serão analisadas as possibilidades. Pode ser proposto, como contrapartida pelo fato de ser potencialmente poluidora, o desenvolvimento de um programa de Educação Ambiental dentro da empresa, por exemplo. Se pudéssemos contar somente com a parceria de empresas consideradas "ambientalmente corretas" seria o ideal, porém, isto é inviável pelo pequeno número que existe, atualmente. Como já disse antes, lidar com a Educação Ambiental é lidar com o contraditório e este tem sido o maior desafio que educadores ambientais enfrentam com muita garra, sabedoria e tolerância.

RS - O que você acha da Política Nacional de Educação Ambiental? Ela está sendo bem empregada? O que precisa para melhorar?Berenice - A Política Nacional de Educação Ambiental, instituída através da Lei 9795/99 é um grande avanço para nós, brasileiros, uma vez que através dela são viabilizados centenas de projetos de Educação Ambiental pelo Brasil afora, desde a sua regulamentação em junho de 2002. É uma política que vem sendo articulada com diferentes atores da sociedade, não se restringindo apenas a ambientes escolares, mas envolvendo, também, diferentes setores das comunidades, como, por exemplo, a criação das Salas Verdes e a construção de Coletivos Educadores Ambientais, que buscam articular ações de Formação em Educação Ambiental em determinados espaços geográficos, abrangendo todas instituições que fazem parte daquele território. Pretende alcançar um processo permanente de EA em toda sociedade, embora necessite de muitos aprimoramentos para ampliar sua abrangência: maior divulgação, promover interação de educadores ambientais, facilitar o vocabulário de materiais e discursos que muitas vezes é incompatível com a compreensão de determinados públicos, mas o maior problema que vejo, nas ações governamentais de EA é o de quando mudam os "atores" do cenário político. A continuidade de muitos projetos depende de "pessoas-chave", que muitas vezes são transferidas ou mudam de cargo deixando alguns projetos em completo abandono e desamparo. Ouvi muito esta "queixa" em evento recente. São os estilhaços da nossa atual crise política. Apesar de estarmos perplexos com a saída da Ministra Marina Silva, do MMA, estamos esperançosos com o novo Ministro Carlos Minc. E esperança é uma das palavras-chave da Educação Ambien

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