quarta-feira, maio 25, 2011

Escolas na Semana do Meio Ambiente

Escolas na Semana do Meio Ambiente
Berenice Gehlen Adams

Com a proximidade do Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia (5 de junho) as escolas em peso preparam inúmeras atividades para ações pró ambientais como: mobilizações, campanhas, caminhadas, trilhas, palestras, apresentações de teatro, e outras. Desde que os trabalhos se prolonguem no decorrer do ano letivo e não fiquem isolados nesta comemoração referente a data, estas ações são preciosas e merecem destaque.

Esta semana recebi da professora Adriana Backes Macedo algumas fotos e um pequeno relato das ações que estão sendo programadas para a comemoração da Semana do Meio Ambiente. Trata-se da Escola Municipal EF Presidente Deodoro da Fonseca, de Novo Hamburgo/RS. O símbolo do Projeto Apoema estará presente para ilustrar as atividades e fico muito feliz com isso. Transcrevo trechos da mensagem recebida:

"Esse ano, na Semana do Meio Ambiente da escola, o símbolo do Projeto Apoema e sua missão de cuidar do nosso Planeta vão ser um dos destaques. Só fiz uma pequenina modificação. Uma das mãos ele tá fazendo o sinal de positivo. Certinho! E a ideia é que a Apoema e também o nosso mundinho estejam felizes com todos que cuidam do nosso Planeta. Queremos fazer também um botton com o símbolo da Apoema, com, esse certinho, escrito: "Eu cuido!"

Já comecei trabalhando com o nivel 4 e disse também que o sorriso era porque eles estavam fazendo certinho. Daí, eu perguntei algumas coisas, e eles disseram que faziam, como poupar água, etc. Aí uma crianças disse: 'Profe, o mundinho aumentou ainda mais o seu sorriso de tão feliz que ele ficou com a gente, que a gente tá fazendo tudo certinho!' Fiquei feliz com a felicidade e imaginação da criança. Eles entraram na história... e curtiram muito! (...)"








Se a sua escola quiser relatar o que está fazendo, escreva para bere@apoema.com.br
Boas comemorações ambientais!

Os 63 que disseram “Não” à insustentabilidade ambiental

Os 63 que disseram “Não” à insustentabilidade ambiental



Berenice Gehlen Adams




A votação pelas alterações do atual Código Florestal (CF) foi consolidada e mais uma vez o ambiente fica a mercê do desenvolvimento econômico, emudecendo e colocando em situação de “luto” as vozes que clamam por uma sustentabilidade ambiental.

Nem sequer a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), muito menos a Academia Brasileira de Ciência (ABC), que realizaram profundos estudos mostrando que as alterações propostas por Rebelo não têm qualquer base científica, foram levadas em conta. Isto só confirma que a preocupação maior em aprovar apressadamente estas alterações do CF era defender interesses de poucos, da bancada ruralista.


E a gente só pode lamentar, ficar triste e curtir a sensação de traição por parte daqueles que tomam acento no poder  para representar nossa vontade cidadã. É nestas horas que o sentimento de exercício de cidadania vai por água abaixo.


Mas, nem por isto vamos desistir de buscar uma vida ambientalmente sustentável. A luta continua... Como diz Friedrich Nietzsche: “Aquilo que não me mata, só me fortalece”.


Neste quadro tempestuoso e escuro que foi pintado com “sangue verde” no plenário da Câmara dos Deputados, no dia 24 de maio de 2011, é possível avistar algumas estrelas no céu, poucas, bem poucas, exatamente 63 que se negaram a emprestar seu brilho para o sistema capitalista e avassalador do meio ambiente, e são estas estrelas que devem ser enaltecidas, pela sua postura coerente de verdadeiros representantes daquilo que mais precisamos: um ambiente saudável.


Todos os 12 integrantes do PV votaram "Não" ao texto de Rebelo. Além destes, os outros votos contrários foram de:


Brizola Neto (PDT-RJ)
Teixeira (PDT-RJ)
Paulo Rubem Santiago (PDT-PE)
Reguffe (PDT-DF)
Vieira da Cunha (PDT-RS)
Arnaldo Jordy (PPS-PA)
Roberto Freire (PPS-SP)
Dr. Paulo César (PR-RJ)
Liliam Sá (PR-RJ)
Audifax (PSB-ES)
Glauber Braga (PSB-RJ)
Luiza Erundina (PSB-SP)
Deley (PSC-RJ)
Ricardo Tripoli (PSDB-SP)
Chico Alencar (Psol-RJ)
Ivan Valente (Psol-SP)
Alessandro Molon (PT-RJ)
Amauri Teixeira (PT-BA)
Antônio Carlos Biffi (PT-MS)
Artur Bruno (PT-CE)
Chico D'Angelo (PT-RJ)
Cláudio Puty (PT-PA)
Domingos Dutra (PT-MA)
Dr. Rosinha (PT-PR)
Erika Kokay (PT-DF)
Eudes Xavier (PT-CE)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Fernando Ferro (PT-PE)
Fernando Marroni (PT-RS)
Francisco Praciano (PT-AM)
Henrique Fontana (PT-RS)
Janete Rocha Pietá (PT-SP)
Jesus Rodrigues (PT-PI)
Jilmar Tatto (PT-SP)
João Paulo Lima (PT-PE)
Leonardo Monteiro (PT-MG)
Luiz Alberto (PT-BA)
Márcio Macêdo (PT-SE)
Marcon (PT-RS)
Marina Santanna (PT-GO)
Nazareno Fonteles (PT-PI)
Newton Lima (PT-SP)
Padre João (PT-MG)
Padre Ton (PT-RO)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Pedro Uczai (PT-SC)
Professora Marcivania (PT-AP)
Rogério Carvalho (PT-SE)
Sibá Machado (PT-AC)
Valmir Assunção (PT-BA)
Waldenor Pereira (PT-BA)

Sobre os que disseram "Sim" à insustentabilidade ambiental, prefiro não citá-los aqui. Não merecem ter seus nomes publicados neste blog, nem que seja para denegrí-los. Na verdade, quero-os bem longe!

terça-feira, maio 24, 2011

Vídeo: A importância da folhas

Vídeo: A importância da folhas

Recebi esse vídeo por e-mail e não resisti em postá-lo aqui para dividir com vocês essa produção maravilhosa, que mostra a importância das folhas secas nos pés das árvores, aliás, mostra a importância das árvores para a vida. Espero que gostem como eu.

segunda-feira, maio 23, 2011

Marina cobra veto de Dilma à reforma do Código Florestal - Vamos cobrar também!

Marina cobra veto de Dilma à reforma do Código Florestal - Vamos cobrar também!

Importante mensagem recebida do Presidente do Instituto Mater Natura, que compartilho neste blog.



Eu já enviei uma mensagem a Presidenta Dilma, abraços florestais, Bere.


Conforme a notícia abaixo, a estratégia mais eficiente para evitar a votação do Código Florestal nesta terça-feira (dia 24 de maio), é ir todos para a internet, no site da Presidência da República (www.presidencia.gov.br), “fale com a Presidenta”: https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php ), e encher de mensagens pedindo a manutenção do código e o cumprimento das promessas de campanha eleitoral.


Paulo Pizzi


Mater Natura

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Marina cobra veto de Dilma à reforma do Código Florestal 23/05/2011


Mais de mil pessoas – segundo dados da assessoria de imprensa da SOS Mata Atlântica – protestaram na manhã deste domingo (21) contra o novo Código Florestal, proposto pelo relator do projeto, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP).


A manifestação, organizada pela coalização de ONGs SOS Florestas, contou com a presença de diversas lideranças políticas, como a ex-senadora Marina Silva, candidata à Presidência da República pelo PV, em 2010, e o ex-deputado Fábio Feldmann, também do PV.


Os deputados federais Ricardo Tripoli (PSDB-SP), Paulinho Teixeira (PT-SP), Ivan Valente (Psol-SP) e Alfredo Sirkis (PV-RJ), e o vereador paulistano Gilberto Natalini (PSDB) também participaram do ato.


Marina cobrou da presidente Dilma Rousseff as promessas de campanhas que a então candidata fez no segundo turno. “A presidente Dilma Roussef se comprometeu, durante o segundo turno das eleições, que vetaria qualquer lei que ampliasse o desmatamento. Esperamos, então, que ela não permita”, afirmou.


Se a previsão do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), se concretizar, a manifestação de hoje terá sido a última antes da votação da reforma do Código Florestal. Ele havia afirmado Florestal será votado na próxima semana, diz Vaccarezza, na semana passada, que ela deve ocorrer na próxima semana, entre terça-feira e quarta-feira. (Fonte: Folha.com)







quinta-feira, maio 19, 2011

O fim da “Era do Lixo”- “Resíduo NÃO É LIXO”

O fim da “Era do Lixo”- “Resíduo NÃO É LIXO”



Este artigo tem a finalidade de fazer você imaginar e viajar um pouquinho no mundo do lixo.


Vamos falar um pouco sobre nossos resíduos.


Vamos falar sobre o que são, como são e quem produz os denominados “resíduos” ou, popularmente chamado de: LIXO.


Vamos falar sobre a “dita” problemática do LIXO porque:


Todos nós somos “geradores” ou seja, todos nós produzimos lixo. A cada movimento, a cada procedimento, produzimos resíduos que, geralmente “achamos” que é lixo.


Todos nós processamos vários materiais durante o dia, em diferentes circunstâncias, com diferentes resultados.


A respiração é um exemplo básico: absorvemos O² e eliminamos CO², ou seja, no processo da respiração, nossa matéria prima é o oxigênio e nosso resíduo é o gás carbônico: Elementar, óbvio e direto!


Pensando dessa forma, você já parou para pensar e verificar o que VOCÊ produz de “lixo” durante um dia?.


Mas, antes de imaginar o quanto você produz, deixo uma pergunta básica:


o que você acha que é lixo?


Você vai poder pensar e responder no final deste artigo.


Vamos falar um pouco sobre o assunto.


A destinação dos resíduos sólidos começou a ser repensada há algum tempo em várias esferas da sociedade.


Da necessidade real ao marketing social, o tema encontra espaço em toda a mídia.


Do indivíduo que separa seu resíduo (que normalmente o denomina de lixo) para a coleta seletiva ao empresário que busca aumentar sua eficiência produzindo menos resíduos ou reciclando-os, passando por iniciativas de administrações públicas preocupadas com a sustentabilidade, todas, mais uma vez, encontra o espaço em nossa mídia.


Das pequenas ações às grandes determinações, todas importantes dentro de seus objetivos, porém, ainda, nada definitivamente eficaz.


Os resíduos aumentam, se acumulam, e, a cada dia, aumenta a problemática dos impactos sanitários x ambientais oriundos desse acúmulo ou, por que não dizer, dessa falta de gestão eficiente.


Problemas de saúde pública, problemas de desperdício de matéria prima, problemas sociais, problemas diversos...


Devido às especificidades de cada tipo de resíduo (urbano, hospitalar, industrial, de construção, etc.) e também em relação à cadeia produtiva a que pertencem, faz-se necessário o desenvolvimento de projetos e legislações que visem o correto gerenciamento dos resíduos para dar a destinação final adequada a cada um deles e/ou realizar a reciclagem/tratamento mais eficiente, tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico.


Para a formatação dessas determinações legais, a grande problemática que observamos é:


Acumulo de Resíduo: Quem é, REALMENTE, responsável?


Quem é responsável pelo resíduo formado? Ou, em outras palavras, quem é responsável pelo resíduo GERADO?


Acreditamos que a pergunta deveria ser: QUEM GEROU O RESÍDUO?


Essa questão parece óbvia, porém, o conceito do “pós-consumo impactante” ainda não está sendo vista como um determinante fundamental dentro da cadeia de corresponsabilidade do poluidor – pagador.


Esse tema gera grandes discussões, principalmente junto aos gestores que se recusam a admitir a necessidade de equipes multidisciplinares dentro de uma política de Gestão de Risco Plena, visando um maior entendimento e conhecimento técnico no que compete a determinados e pontuais riscos.


Com a entrada em vigor do PNRS – muitas determinações existentes nessa lei passam a vigorar. Cabe a cada um de nós, que realmente entende de seu determinado segmento, analisar, estudar e comentar seu segmento, dentro dessa política.


Abaixo, algumas breves observações:


POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS


No final do ano passado um passo importante foi dado: A publicação do decreto de regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei 12.305.


A Lei estabelece:


O fim dos aterros sanitários irregulares até 2015;


Enquadra como crime ambiental a gestão inadequada de resíduos sólidos entendendo que a destinação final adequada deva ser a reciclagem, a compostagem, o aproveitamento energético, dentre outras;


Regulamenta etapas do processo como coleta, transporte, transbordo e tratamento;


Estabelece a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores e, inclusive, o consumidor, pelo ciclo de vida dos produtos;


O não cumprimento das normas estabelecidas poderão gerar multas que variam de quinhentos a dez milhões de Reais.


Em conformidade com uma tendência mundial, a lei brasileira incorpora conceitos já adotados na Europa com bastante êxito. Já é possível ver tecnologias e processos sendo importados de outros países que tiveram que se enquadrar em leis parecidas desde meados dos anos 90


Logística Reversa


Resumidamente, logística reversa é o processo de retorno de um material do ponto de consumo até sua origem. O exemplo clássico de logística reversa é o processo em que um vasilhame vazio retorna para o estabelecimento comercial que, por sua vez, retorna ao fabricante da bebida para ser tratada e reutilizada, fechando o ciclo.


Estes ciclos são especialmente virtuosos em termos ambientais quando realizados com eficiência, pois poupam o meio ambiente da extração de mais matéria-prima, reduzem o volume dos aterros, contribuindo para o alcance das metas estabelecidas em lei, e geram empregos para atividades correlatas quando, por exemplo, a destinação final é a reciclagem de partes do produto.


Dentro desse contexto é importantíssimo que se analise o custo real desse processo, ou seja, os índices de sustentabilidade do processo são fundamentais para a análise da viabilidade econômica x ambiental desse processo.


Projeto de gestão de resíduos sólidos


Projetos bem elaborados na área de gerenciamento de resíduos sólidos trazem mais vantagens para as organizações do que somente evitar as multas em virtude da lei. Das menores às grandes minimizações, todas são ambientalmente importantes. Em geral, os projetos ajudam a dimensionar melhor os recursos, gerando economia na produção e até, dependendo da natureza própria da atividade, podem gerar receita secundária, tornando-se um investimento de retorno direto e indireto, com mitigação de impactos e incremento de visibilidade.


RESUMINDO:


Os resíduos apenas passam a se tornar um problema quando olhamos para eles como “lixo”.


Se entendermos e tivermos a real consciência de que “RESÍDUO NÃO É LIXO”, automaticamente, criaremos políticas e passaremos a dar um destino nobre, consciente e rentável a esse resíduo, deixando de transformá-lo em lixo, tornando–o a matéria prima de outras cadeias produtivas e, daí, com certeza, teremos o fim da “Era do Lixo”.


Agora a nossa pergunta inicial:


E você, quanto “lixo” produz?


Célia Wada
 
Fonte: http://www.cmqv.org/website/artigo.asp?cod=1461&idi=1&moe=212&id=17752 

segunda-feira, maio 16, 2011

A violência na educação

A violência na educação

Berenice Gehlen Adams


De onde vem tanta violência nas escolas? Essa pergunta ecoa entre nós todos, porém, assim como é o próprio eco, como resposta escuta-se apenas a mesma pergunta, seguida de um silêncio assustador representado pela falta de providências.


Segundo noticiários e especialistas da educação, atitudes como agressividade e bullying estão aumentando drasticamente em escolas de educação de crianças e adolescentes, e evidencia o descaso instalado em nosso sistema educacional, no qual o professor perde cada vez mais a vez e a voz diante alunos que refletem comportamentos de famílias desestruturadas.


A violência na educação coloca em cheque não somente a vida de professores e alunos, mas a cultura de um povo, e a resposta que encontro a esta questão é a de que enquanto a educação não receber o valor que merece, a situação tende a piorar.


Tentando comprovar minha hipótese para além do óbvio, me apego ao exemplo que o Japão nos deu recentemente na situação catastrófica que vivenciou. Depois das fortes cenas do poder destruidor das ondas avançando sobre algumas cidades da costa japonesa, o que mais impressionou o mundo foi a organização deste povo, que apresentou uma reação exemplar diante a maior tragédia de sua história, o que foi motivo de destaque para centenas de artigos e matérias. Muitos destes artigos apontaram que se a catástrofe ocorresse aqui no Brasil haveria saques, roubos, pânico - porque na maioria das vezes é isso o que assistimos quando algo grave acontece em nosso País.


Não sou favorável a comparações entre culturas tão diferentes. Porém, o faço para salientar que o povo japonês agiu desta forma porque dá extremo valor à educação, haja vista que o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o professor. Esta cultura compreende que em não havendo professores, não poderia haver nem imperadores, nem outros profissionais.


Fonte: Jornal NH/RS -  16/05/2011 p. 12

quarta-feira, maio 11, 2011

O dia "D" das florestas brasileiras

O dia "D" das florestas brasileiras

Coletânea de imagens e charges que denunciam abusos florestais  

"O desmatamento na Mata Atlântica no período de 2002 a 2008 foi de 2,7 mil quilômetros quadrados, com uma taxa média de 457 quilômetros quadrados por ano, conforme dados do Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o órgão responsável por monitorar e fiscalizar crimes ambientais. Os números só foram possíveis porque o governo ampliou o monitoramento do desmatamento por satélite para todos os biomas brasileiros, a exemplo do que faz em relação à Amazônia". 

"Em 2010, o Ministério do Meio Ambiente publicou um manual de Boas Práticas para a Mata Atlântica, que segue os princípios da Lei da Mata Atlântica, que entrou em vigor em 2006 e o Decreto da Mata Atlântica, de 2008. Em suma, a legislação permite somente o uso seletivo da floresta atlântica e coíbe qualquer forma de desmatamento".

Restam "ainda" menos de 5% da Mata Atlântica original.


Mas... o desmatamento prossegue crerscendo no mesmo ritmo que o futebol brasileiro...


Muita terra já se tornou improdutiva, de tão abusada que foi...

 
E as consequências não param de chegar...

Os rios sem seus cílios...

Lá se vão nossas florestas...


"O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou dados que demonstram o crescimento do desmatamento na região amazônica em dezembro do ano passado em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Foi registrado desmatamento de 175 km² de floresta em dezembro de 2010. O pesquisador Adalberto Veríssimo ressalta que as hidrelétricas do rio Madeira são potenciais responsáveis pelo desmatamento da Amazônia e que deveria existir uma fiscalização mais forte na área".

Quem pensa nas crianças, e o que pensam elas disso tudo? E as queremos super educadas!!!

"Obras de reestruturação, como as rodovias BR-319 e a Transamazônica, também influenciam no aumento do desmate da floresta, o que caracteriza a região de Lábrea – sede das duas grandes obras - como uma das mais preocupantes. Outra região que apresentou aumento significativo foi o Mato Grosso, uma vez que o Ministério Público do Pará atenta para o investimento extensivo na pecuária".

"A má notícia é de que estes números podem ser ainda maiores, já que apenas 30% da floresta puderam ser monitorados, devido a dificuldades de visualização e análise".


"A marca de florestas degradadas (parcialmente destruídas) é de 541 km² em dezembro e 376 km² em janeiro, apresentando aumento em relação ao mesmo período em anos anteriores".



Que modelo de desenvolvmento é este?


 
Um modelo insustentável, que não combina com equilíbrio ambiental...


 
Confesso que quando chegava pela primeira vez em Mato Grosso do Sul senti examente a mesma coisa!!!

Isto que estamos em pleno Ano Internacional das Florestas

2011 -  Ano Internacional das Florestas

Aprovar ou não a insustentabilidade ambiental, eis a questão

Aprovar ou não a insustentabilidade ambiental, eis a questão

Berenice Gehlen Adams


O debate acirrado acerca da votação pelas alterações do atual Código Florestal parece estar próximo do seu fim, porém, longe está o consenso. De um lado os ruralistas, que querem cada vez mais terras para cultivar, e de outro, os ambientalistas, que lutam pela preservação do que ainda resta de nossas florestas.


Muitos artigos e matérias abordam o que pode acarretar para o meio ambiente se as alterações sugeridas para as mudanças do Código Florestal forem aprovadas, mas mesmo assim, estamos muito longe de chegar a um consenso.


Nesta situação, mais uma vez os interesses econômicos têm falado mais alto do que as vozes, não só dos ambientalistas, mas também das pessoas que por consciência e coerência querem uma vida com maior sustentabilidade ambiental, dizem NÃO a estas alterações propostas.


Busca-se, a cada dia mais, a concretização de uma sociedade sustentável, diante do que já está para lá de comprovado. Desde o descobrimento do Brasil nossa terra tem sido desmatada, e esse desmatamento segue acelerado nos dias de hoje. Como resultado inegável, temos aí as mudanças climáticas que afetam com estiagem ou enchentes todas as redondezas do nosso globo terrestre.


Esta situação me faz lembrar o dito popular: ”Errar é humano, mas persistir no erro é tolice!”. Já não erramos muito quando deixamos menos de 5% da nossa Mata Atlântica original? Segundo Miriam Leitão, colunista de O Globo, já foram desmatados 333 mil km na Amazônia nos últimos 20 anos, o equivalente a 11 Bélgicas, quase uma vez e meia o território do Reino Unido.


Há muito tempo sofremos consequências de desgastes ambientais. Deste processo acelerado de desmatamento e de outros problemas como poluição, lixo, desperdício, entre outros, nasceram inúmeros programas de sensibilização e conscientização. Aprovar estas alterações seria uma grande contradição para quem almeja alcançar a tão proclamada sociedade sustentável.

;(
 
Hoje, 11 de maio, 9h, horário da votação pelas alterações do CF. Um dia "D" para as florestas do Brasil!

terça-feira, maio 10, 2011

Olho no Futuro- coluna de Mirtiam Leitão faz considerações



Olho no futuro, por Míriam Leitão


Esta semana o Brasil pode tomar uma decisão que vai afetar as futuras gerações. O país tem diante de si muitas dúvidas, mas já tem uma certeza: até agora, errou muito. O Código Florestal não é sobre o conflito entre produtores rurais e ambientalistas, é sobre os erros do passado, as chances e riscos do futuro. O debate tem sido medíocre.


O fotógrafo brasileiro e global Sebastião Salgado passou os últimos anos olhando o presente do futuro num projeto chamado Gênesis, que lembra o passado mais inicial. Fotografa o que resta de protegido na natureza. Essa ideia surgiu quando voltou para a fazenda em que cresceu no interior de Minas, Aimorés. Tudo árido, desmatado, morros pelados, erosões. Nada lembrava a vida cheia de verde que ele tinha visto na infância. Ele começou a replantar. Mil, duas mil, um milhão de mudas de espécies nativas. A água, que havia secado, brotou de novo; as árvores cresceram, voltaram animais, pássaros. A mulher do fotógrafo e autora do projeto, Lélia Salgado, quando me contou o momento da descoberta da água retornada, se emocionou.


Os produtores pensam estar protegendo seus interesses quando defendem anistias e leis que aceitam mais desmatamento. Podem estar secando seus rios, revoltando os leitos que vão mostrar suas fúrias nas tempestades, minando o solo, que vai secar, desabar ou se partir nas crateras da erosão. Podem estar contratando o acirramento de fenômenos climáticos extremos que destruirão suas terras, plantações e a economia do país.


O dilema que está diante de nós é maior do que temos visto. O Brasil é ao mesmo tempo um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o país com a maior diversidade biológica do planeta, um dos grandes reservatórios de água. Como é possível conciliar a abundância das chances que temos? Há países que administram a escassez. Temos sorte.


Os ruralistas disseram que querem mais terra para plantar. Com a produção deles, o Brasil garante a balança comercial, aproveita a alta das commodities, acumula reservas cambiais, entra em todos os mercados como o primeiro do mundo em muitos produtos. Os produtores são parte do nosso sucesso como país. Os ambientalistas dizem que o país já destruiu demais. Foram 333 mil km na Amazônia nos últimos 20 anos: 11 Bélgicas, quase uma vez e meia o território do Reino Unido. Além disso, reduziu a quase nada a Mata Atlântica, é insensível ao Cerrado, ameaça o Pantanal, despreza a Caatinga. Os ambientalistas são parte do nosso melhor projeto. Os cientistas fizeram um grupo de trabalho, reuniram mentes brilhantes, estudaram profundamente e fizeram um relatório que alerta para os riscos de o país escolher mais desmatamento. Foram ignorados e disso deram ciência ao país. A Agência Nacional de Águas (ANA) ouviu os técnicos e avisou: sem a cobertura vegetal, vamos perder água; o elemento da vida que está ficando cada vez mais escasso. A agência foi ignorada como se chovesse no molhado.


No meio dessa complexidade, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) escolheu apequenar seu campo de visão e viu apenas um dos lados do polígono. Não entendeu que esses são conflitos não antagônicos, para usar uma linguagem que talvez ele ainda tenha de memória. É preciso ver toda essa diversidade. Escolhendo ouvir só os produtores de visão estreita, ele pode estar revogando os interesses mais permanentes dos próprios produtores. Sem proteção do meio ambiente não haverá água, sem água não haverá produção. Sem meio ambiente não há agronegócio. Os interesses são mais convergentes do que parecem.


Os produtores têm razão em reclamar que a lei mudou no meio do caminho em alguns pontos. Olhar esses pontos com sinceridade é necessário. A ANA lembrou as políticas de incentivo ao desmatamento e as alterações de tópicos da lei e separou o que o projeto misturou: "Quem agiu de boa fé" e "quem comprovadamente gerou passivo ambiental." O projeto mistura tudo quando anistia quem desmatou até 22 de julho de 2008. O texto como foi escrito estatiza os custos e privatiza o lucro.


Os cientistas alertam que uma pequena alteração feita no texto representa um risco imenso. Se a mata em torno dos rios tiver que ser calculada a partir da menor calha, e não das bordas maiores, os rios da Amazônia que enchem e encolhem ao longo do ano podem perder 60% da sua proteção.


A ANA, a Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) avisam que não se deve mudar o código. A tarefa é aprimorar a lei e melhorar a implementação. A ideia de que uma lei deve ser jogada fora porque muitos não a respeitaram é estranha. Ela não foi entendida nem pelo governo que a baixou em 1965, mas para nossa sorte ela ficou atual. Protege áreas frágeis da erosão e dos deslizamentos. Protege rios e mananciais de água. Cria a obrigação de cada proprietário reservar uma parte da sua terra para a vegetação natural. Está em sintonia com o tempo da mudança climática que já está entre nós.


A oposição desistiu do futuro; o governo decidiu escolher o menos pior. Erram os dois. O sensato é querer o melhor. Olhar para as exigências que o planeta nos faz para as próximas e decisivas décadas. Entender como aumentar a produção conservando os ativos. Fazer mais com cada hectare de terra da agricultura e da pecuária. Tirar mais informação da biodiversidade que recebemos por herança. Não se deve votar com olhos paroquiais. É pelo porvir que se vota, congressistas. Leis não são mudadas para apagar o crime do passado, mas para garantir o melhor futuro.


(Míriam Leitão é colunista de O Globo e publica coluna diária no caderno Economia de diversos jornais, inclusive o Diário de Pernambuco)


http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/05/08/economia5_0.asp
http://www.facebook.com/note.phpcreated&¬e_id=10150167502809930

quinta-feira, maio 05, 2011

A Educação Ambiental e as representações de meio ambiente

A Educação Ambiental e as representações de meio ambiente

Berenice Gehlen Adams


A maneira como atuamos no mundo indica a forma como percebemos o meio ambiente e o que este representa para nós. Alguns especialistas identificaram três tipos de representações de meio ambiente na percepção humana.


A primeira forma identificada é a de uma representação mais naturalista, onde o ambiente é representado especificamente pela natureza envolvendo a fauna, a flora e os elementos naturais, como a água, o ar, os solos. Esta representação sinaliza uma visão de que o meio ambiente é como uma paisagem onde o meio urbano não está inserido.


A segunda forma de representação aponta para uma visão mais antropocêntrica, onde o ser humano é percebido como centro ou senhor da natureza, onde a natureza existe para servi-lo.


Como terceira forma de representação, os especialistas indicam uma percepção mais global ou sistêmica, onde o ser humano é concebido como ser integrante do meio ambiente. Nesta visão mais abrangente fica claro que toda e qualquer ação humana tem uma reação no meio ambiente e vice-versa.


Estas três diferentes formas de representação também delineiam diferentes ações e vertentes educativas ambientais, sendo possível identificar quais representações estão nelas embutidas, como por exemplo: deixar a Educação Ambiental a cargo de professores das áreas das Ciências indica uma representação naturalista; trabalhar a temática da reciclagem sem desenvolver um senso em relação ao consumo sustentável aponta a visão antropocêntrica; e, por último, inserir a Educação Ambiental de forma interdisciplinar, sem estabelecê-la como uma disciplina específica, evidencia uma percepção ambiental mais global ou sistêmica.


Hoje fica cada vez mais evidente que a vida ocorre de forma integrada, sistêmica e complexa, e é imprescindível inserir esta visão em nossas práticas educacionais, porque não restam dúvidas de que precisamos mudar nossos padrões culturais que se perpetuam através da educação.
 
Fonte: Informativo Apoema 99 - MAIO/2011

quarta-feira, maio 04, 2011

Informativo Apoema 99


Já está disponível a edição da semana (04/05/2011): Informativo Apoema 99 - A edição traz um texto reflexivo sobre as diferentes formas que percebemos o meio ambiente e suas implicações nas práticas da Educação Ambiental. Traz, também, uma sugestão de atividade para promover uma visão interdisciplinar a partir de imagens, além de outras informações. Bom proveito à todos!


Ajudem a divulgar este informativo


Bere e Alice Adams
Projeto Apoema – Educação Ambiental

Este e os informativos anteriores estão disponíveis em: http://www.apoema.com.br/links_para_os_informativos.htm



Link relacionado: http://www.apoema.com.br