segunda-feira, abril 10, 2017

Facilidades perigosas e mudanças de atitudes


Facilidades perigosas e mudanças de atitudes - Por Bere Adams



É de impressionar a diversidade de mercadorias que foram criadas para, ilusoriamente, facilitar a nossa vida, e que estão à nossa disposição, distribuídas metodicamente em prateleiras de supermercados e nos mais variados pontos de comércio que nos circundam. Destaco o sentido ilusório, pois a maioria destas mercadorias existe para alimentar o sistema capitalista que, literalmente, atropela e compromete toda qualidade de vida do Planeta.

Pensando sobre isto é inevitável não lembrar de como eram as coisas até há pouco tempo. Na alimentação não existiam as "facilidades" de, por exemplo, alimentos industrializados e tele-entregas – não só de alimentos, mas também de diferentes tipos de mercadorias. No vestuário, não havia roupas prontas de confecções industrializadas.

Com o passar do tempo, as invencionices vão aumentando rapidamente e a elas vamos nos acostumando, ao ponto de nos tornarmos completamente dependentes delas.

Apesar de a humanidade ter aumentado, nos últimos anos, a longevidade, a qualidade de vida deixa a desejar quando constatamos serem raras as pessoas adultas ou de idade mais avançada que não necessitam de medicações diárias para controlar os malefícios que os maus hábitos (muitos deles oferecidos por estas tais facilidades), promovem como: pressão alta, diabetes, colesterol alto, insônia, depressão, entre outros descontroles da saúde humana atual. É o que aponta uma pesquisa do Instituto de Métrica e Avaliação em Saúde e Universidade de Washington, (USA), que avaliou a população de 180 países. A pesquisa conclui: “A longevidade da população mundial aumentou, mas ela está vivendo cada vez mais doente”. E não é por acaso que os quadros de depressão aumentam em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, são mais de 350 milhões de pessoas afetadas.

Então, do que adianta uma maior longevidade, se finalizamos a nossa jornada aqui na Terra sem qualidade de vida? Já não está mais do que na hora de uma ampla e geral mudança em nossas atitudes, a começar por não cairmos na tentação destas ditas facilidades, que colocam a qualidade de vida em risco?

Atualmente muitas pessoas se questionam sobre como efetivar as mudanças necessárias para uma melhor qualidade de vida, porém, algumas esperam por receitas prontas, como bem ilustra os questionamentos desta frase de Caio Fernando de Abreu: “Você tem alguma receita pra gente mudar de vida? E pra tomar decisões? E para mudar de personalidade? E para flagrar-se? E para pagar o karma em suaves prestações? E pra desorientação aguda, você tem? Se tiver, me passa que eu preciso”.

Não existem receitas prontas ou universais para mudanças, mas existem muitas pessoas que optaram pela mudança, melhoraram suas vidas e hoje se dedicam a projetos motivando as pessoas a realizarem as necessárias mudanças de atitudes. Um deles, que posso citar e indicar por conhecer pessoas envolvidas, é o Projeto Atittuti. O projeto se desenvolve através de vídeos que compartilham reflexões, bate-papos, comentários e questionamentos, que nos incentivam a promover mudanças que muito vão contribuir para uma vida mais consciente e equilibrada. O projeto está há disposição em várias plataformas, e pode ser acessado, também, pela rede social Face Book.



“Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos”.(Eduardo Galeano)

Link para o Projeto Atitutti: https://www.facebook.com/atitutti/?pnref=story



Data da publicação: 10/04/2017

terça-feira, abril 04, 2017

Apoie a revista Educação Ambiental em Ação!

A revista precisa do seu apoio. Saiba por que e como doar!

A revista Educação Ambiental em Ação nasceu a partir do GEAI – Grupo de Educação Ambiental da Internet, organizado pelo Projeto Apoema Educação Ambiental. Está na 59ª edição, e desde o seu início, a cada edição, a qualidade do trabalho vem melhorando, assim como o sistema da revista, que vem sendo aprimorado pelo desenvolvedor e editor Julio Trevisan, para bem atender a demanda de artigos que a revista recebe pelo sistema, a cada trimestre. Os artigos enviados ficam sob a responsabilidade da editora Sandra Barbosa, que os analisa e os encaminha para revisores, e depois de aprovados são, então, formatados e publicados. Um dado que chama a atenção, conforme Sandra, é o expressivo número de artigos que chegam de universidades, principalmente das regiões Norte e Nordeste. Quem coordena a equipe de trabalho é a editora Berenice Adams, que elabora anualmente um cronograma das edições, organiza e formata o material vindo pelo sistema, que foi aprovado, bem como o material elaborado pela equipe, dos encarregados de algumas seções temáticas, para finalmente publicá-los na revista.

Todo este trabalho vem sendo desenvolvido desde 2002 de forma voluntária. Em 2015, pela necessidade de recursos para manter a revista, para cada artigo enviado começou a ser cobrada uma taxa de submissão, o que apenas minimizou alguns custos e por este motivo, viemos solicitar o apoio da comunidade, através de doações.

E como colaborar?

Para doar basta acessar a revista www.revistaea.org .

No topo da página você encontrará o seguinte texto explicativo:

Desde seu nascimento em 2002, a revista tem crescido em importância e conteúdo (59 exemplares - trimestrais, + de 9 milhões os acessos, avaliação QUALIS-B1 na área de Ensino), requisitando mais dedicação dos membros da equipe, que a mantém de forma independente (sem apoio financeiro externo). Para continuarmos a desenvolver este trabalho, viemos pedir o apoio da comunidade através de doações que podem ser feitas de forma simples e segura. Às pessoas que contribuírem enviaremos um brinde-surpresa! - Editores da revistaea.org

E ao lado do texto, o botão para doação.

Todos os que colaborarem receberão um brinde-surpresa que será distribuído a cada trimestre como forma de agradecimento àquelas pessoas que apostarem e que investirem nesse trabalho, que tem por principal objetivo divulgar e difundir a Educação Ambiental para uma melhor qualidade de vida em todo o Planeta.

Contamos com a sua colaboração, muito obrigada!

Editores da Educação Ambiental em Ação

www.revistaea.org

Uma educação pela vida


Artigo da semana da Apoema:
Uma educação pela vida - por Bere Adams


Todos já sabemos que precisamos mudar o nosso estilo de vida para que possamos viver com mais qualidade. E esse estilo representa uma concepção errônea de vida, que é ensinada e aprendida, principalmente, nos espaços educacionais.


Muitos especialistas da educação de todo o mundo já dizem, há tempos, que o sistema de educação que é fragmentado e focado no conhecimento não consegue formar um sujeito crítico e cidadão, aliás, Rubem Alves criticava severamente o conceito “formar”. Dizia ele que “formar é colocar na fôrma, fechar. Um ser humano ‘formado’ é um ser humano fechado”.

Porém, poucas são as mudanças que ocorrem nos ambientes educacionais. Nestes, dá-se, ainda, mais ênfase para o conhecimento cognitivo focado, também, na competitividade: devemos estudar mais para sermos melhores!

Mas, onde ficam os ensinamentos necessários para o desenvolvimento da autonomia, da persistência, dos valores, da organização, da cooperação, tão necessários para quando os alunos saem das dependências educacionais e seguem para as suas mais variadas realidades?

A autonomia é fundamental para o despertar de sujeitos pró-ativos. A persistência é importante para a manutenção dos tropeços da vida. Os valores servem como bússola, indicando diferentes direções a serem seguidas diante alguns dilemas. A organização também promove a pró-atividade e facilita muito na realização de toda e qualquer tarefa. E a cooperação? Como vamos transformar a nossa sociedade em uma sociedade justa e equitativa se a competição está presente em todas as áreas e níveis da educação? Temos doutores que colecionam teses pelo simples prazer de competir.

Edgar Morin, importante pesquisador frances em seu livro: “Ensinar a Viver Manifesto para mudar a educação” clama para que a escola se livre da lógica do mercado da qual é prisioneira.

Enquanto a educação não mudar, nos depararemos - a cada dia mais - com confrontos, ao invés de encontros. E nesta competição, todos saímos perdendo...

Projeto Apoema - Educação Ambiental.
Fonte: http://migre.me/wmC5F