quarta-feira, maio 25, 2011

Os 63 que disseram “Não” à insustentabilidade ambiental

Os 63 que disseram “Não” à insustentabilidade ambiental



Berenice Gehlen Adams




A votação pelas alterações do atual Código Florestal (CF) foi consolidada e mais uma vez o ambiente fica a mercê do desenvolvimento econômico, emudecendo e colocando em situação de “luto” as vozes que clamam por uma sustentabilidade ambiental.

Nem sequer a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), muito menos a Academia Brasileira de Ciência (ABC), que realizaram profundos estudos mostrando que as alterações propostas por Rebelo não têm qualquer base científica, foram levadas em conta. Isto só confirma que a preocupação maior em aprovar apressadamente estas alterações do CF era defender interesses de poucos, da bancada ruralista.


E a gente só pode lamentar, ficar triste e curtir a sensação de traição por parte daqueles que tomam acento no poder  para representar nossa vontade cidadã. É nestas horas que o sentimento de exercício de cidadania vai por água abaixo.


Mas, nem por isto vamos desistir de buscar uma vida ambientalmente sustentável. A luta continua... Como diz Friedrich Nietzsche: “Aquilo que não me mata, só me fortalece”.


Neste quadro tempestuoso e escuro que foi pintado com “sangue verde” no plenário da Câmara dos Deputados, no dia 24 de maio de 2011, é possível avistar algumas estrelas no céu, poucas, bem poucas, exatamente 63 que se negaram a emprestar seu brilho para o sistema capitalista e avassalador do meio ambiente, e são estas estrelas que devem ser enaltecidas, pela sua postura coerente de verdadeiros representantes daquilo que mais precisamos: um ambiente saudável.


Todos os 12 integrantes do PV votaram "Não" ao texto de Rebelo. Além destes, os outros votos contrários foram de:


Brizola Neto (PDT-RJ)
Teixeira (PDT-RJ)
Paulo Rubem Santiago (PDT-PE)
Reguffe (PDT-DF)
Vieira da Cunha (PDT-RS)
Arnaldo Jordy (PPS-PA)
Roberto Freire (PPS-SP)
Dr. Paulo César (PR-RJ)
Liliam Sá (PR-RJ)
Audifax (PSB-ES)
Glauber Braga (PSB-RJ)
Luiza Erundina (PSB-SP)
Deley (PSC-RJ)
Ricardo Tripoli (PSDB-SP)
Chico Alencar (Psol-RJ)
Ivan Valente (Psol-SP)
Alessandro Molon (PT-RJ)
Amauri Teixeira (PT-BA)
Antônio Carlos Biffi (PT-MS)
Artur Bruno (PT-CE)
Chico D'Angelo (PT-RJ)
Cláudio Puty (PT-PA)
Domingos Dutra (PT-MA)
Dr. Rosinha (PT-PR)
Erika Kokay (PT-DF)
Eudes Xavier (PT-CE)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Fernando Ferro (PT-PE)
Fernando Marroni (PT-RS)
Francisco Praciano (PT-AM)
Henrique Fontana (PT-RS)
Janete Rocha Pietá (PT-SP)
Jesus Rodrigues (PT-PI)
Jilmar Tatto (PT-SP)
João Paulo Lima (PT-PE)
Leonardo Monteiro (PT-MG)
Luiz Alberto (PT-BA)
Márcio Macêdo (PT-SE)
Marcon (PT-RS)
Marina Santanna (PT-GO)
Nazareno Fonteles (PT-PI)
Newton Lima (PT-SP)
Padre João (PT-MG)
Padre Ton (PT-RO)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Pedro Uczai (PT-SC)
Professora Marcivania (PT-AP)
Rogério Carvalho (PT-SE)
Sibá Machado (PT-AC)
Valmir Assunção (PT-BA)
Waldenor Pereira (PT-BA)

Sobre os que disseram "Sim" à insustentabilidade ambiental, prefiro não citá-los aqui. Não merecem ter seus nomes publicados neste blog, nem que seja para denegrí-los. Na verdade, quero-os bem longe!

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