sábado, maio 26, 2012

Livros para Educação Ambiental

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Florestas: quem poderá defendê-las?





Precisamos das árvores, e como! Mas, ao que parece, nosso Congresso Nacional não sabe disto, pois a maioria das propostas das alterações do Código Florestal Brasileiro deixam nossas florestas ainda mais desprotegidas. Apesar dos 12 itens vetados pela presidente Dilma, a situação é bem preocupante e representa um retrocesso nas conquistas referentes à proteção ambiental brasileira.
As florestas desempenham um papel fundamental para o equilíbrio ecológico e climático do planeta. As copas e raízes, por exemplo, regulam os fluxos de água e amenizam as diferenças de temperatura entre o solo e a atmosfera, contribuindo na promoção do equilíbrio e da estabilidade, necessários para todas as formas de vida do planeta. Mas, florestas continuam sendo derrubadas, e aos montes. Segundo a publicação “Consumo sustentável: manual de educação”, produzida pelo Ministério do Meio Ambiente, o Brasil possui a maior extensão de floresta tropical do mundo – aproximadamente 65% do seu território. Dessa área, dois terços são formados pela Floresta Amazônica, sendo o restante composto por Mata Atlântica, Caatinga, Cerrados, Pantanal, Campos Sulinos e ecossistemas associados. Porém, a mesma publicação aponta que, durante os últimos 80 anos, metade das florestas tropicais desapareceu por causa da destruição dos ecossistemas, por incêndios, por espécies exóticas invasoras, e principalmente pela derrubada de florestas para pastagens e para áreas agrícolas, destacando-se as áreas de produção de grãos como a soja. E para piorar ainda mais a situação, muitas destas áreas são simplesmente abandonadas depois de esgotada sua fertilidade. Somente na Amazônia brasileira são mais de 16 milhões de hectares de áreas degradadas, um verdadeiro descaso com as florestas brasileiras.
Se este já é o retrato das florestas, imaginem como será depois, quando as alterações do Código Florestal Brasileiro entrarem em vigor, uma vez que elas potencializam o desmatamento. Por isso tudo, e mais um pouco, a sociedade consciente e ambientalista clamou: “VETA TUDO, DILMA!” e apesar de tantas campanhas, os poucos itens das alterações vetados pela presidente Dilma ainda deixam nossas florestas à mercê, e, por consequência, mais danos para o Planeta!

Berenice Gehlen Adams - especialista em Educação Ambiental e coordenadora do Projeto Apoema (bere@apoema.com.br)

Fonte da foto: http://www.apremavi.org.br/mata-atlantica/entrando-na-mata/as-florestas-secundarias/

domingo, maio 13, 2012

Veta, Dilma ! artigo de Montserrat Martins


Veta, Dilma ! artigo de Montserrat Martins



[EcoDebate] Corajosa, ao estampar na capa “Veta, Dilma!” a revista “Isto É” faz o oposto da “Veja”, que jamais correu o risco de desagradar possíveis anunciantes. A diferença entre duas revistas nacionais de grande circulação vai além do natural interesse que desperta a mídia, também é uma metáfora de dois modos de pensar sobre negócios, de dois modos opostos de empreendedorismo. Ambas são empresas e visam lucros, mas fazem apostas diferentes. Corajoso é o empresário que acredita na inteligência do seu público e que este apoiará líderes sensatos, que pensam no melhor para toda a coletividade. Conservador, em contraste, é o que acredita que o mundo não muda e aposta apenas no lucro imediato e em ficar sempre bem com os que hoje detém o poder econômico.

Não vamos explicar aqui a descaracterização do Código Florestal, pelo que se apela à Presidenta que vete as mudanças que favorecem os desmatadores. Vamos direto aos interesses em jogo, o agronegócio festejando e os ambientalistas sofrendo a perda das leis que protegiam nosso patrimônio natural. A questão é: será que os grandes empresários rurais teriam que, necessariamente, comemorar o afrouxamento da legislação ambiental ? Pois se a ciência estiver certa – e está – não haverá o que comemorar, com a piora das condições climáticas e dos regimes de chuvas nos próximos anos, em decorrência do próprio desmatamento. Traduzindo em números, isso significa lucros agora, prejuízos depois. Empresários rurais esclarecidos, portanto, deveriam estar tão preocupados quanto os ambientalistas com esse tipo de questão.

Décadas atrás ficou famosa a declaração de um presidente da FIESP, segundo o qual milhares de empresários deixariam o país caso Lula ganhasse as eleições, o que não aconteceu naquele pleito, mas mais adiante, sem que a “profecia” se realizasse. O governo em nome “dos trabalhadores” não levou à falência de ninguém, ao contrário, a ponto de ser hoje acusado como complacente com lucros exorbitantes. Se décadas atrás “trabalhadores” era o termo que metia medo nos negócios, hoje é o termo “ambientalista” que é visto como inimigo dos lucros.As ciências econômicas, aparentemente, ainda não incluem os cálculos dos prejuízos sobre a devastação do ambiente natural – como se pudesse haver economia sem ele.

Montserrat Martins, Colunista do Portal EcoDebate, é Psiquiatra.

EcoDebate, 07/05/2012

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Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2012/05/07/veta-dilma-artigo-de-montserrat-martins/