terça-feira, janeiro 19, 2016

Retomando atividades do blog do Projeto Apoema que ficou inativo em 2015



PROGRAMA SABER SENSÍVEL

APOEMA CULTURA AMBIENTAL

BERENICE GEHLEN ADAMS



A sensibilidade sempre foi um tema instigador que está diretamente relacionado a uma forma de saber: o saber sensível, que, segundo Duarte Junior, é um saber que se aprende “pela nossa capacidade de sentir, de perceber e nos movermos fisicamente [...] na medida em que o verbo saber tem a ver etimologicamente com saborear – por meio dos sentidos o mundo é saboreado, seus sons, cores, odores, texturas e sabores”.

Por um olhar mais filosófico, a questão da sensibilidade também é assunto que se destaca para a promoção de uma vida mais equilibrada. J. Krishnamurti enfatiza em seu livro: O Despertar da Sensibilidade que a mente da maioria de nós está sobrecarregada de problemas e que diariamente acrescentamos novos problemas. Dessa maneira, segundo ele, todo o nosso ser se torna embotado e perdemos toda a sensibilidade.

O pesquisador e Professor Silvino Santin da UFSCar aponta uma visão que concorda com Krishnamurti quando coloca que “O ponto [...] inquestionável [em relação à sensibilidade] é sua importância fundamental, diria até, indispensável para o reencontro da humanidade consigo mesma. Toda vez que há um certo esgotamento, seja num organismo vivo, seja numa instituição, torna-se indispensável o apelo a um elemento revitalizador”. Ele destaca que é imprescindível: “demonstrar ao homem contemporâneo que a sensibilidade deve ocupar um lugar mais significativo na vida individual e em toda ordem cultural, já que dela está propositalmente afastado em nome das normas da racionalidade”.

Uma ferramenta muito válida e que promove a sensibilização são textos e artigos de reflexão, que abordam situações que promovem diferentes emoções aos que os leem ou aos que escutam palavras reflexivas sobre situações das mais diversas.

Pensando nisto, e com base no que foi exposto, nasce o projeto Saber Sensível, da Apoema Cultura Ambiental, que pretende disponibilizar, esporadicamente, vídeos que comentam textos que foram publicados e que evidenciaram, de alguma forma, tocar os leitores e as leitoras. Os vídeos são simples, gravados e editados pela autora dos textos, Berenice Gehlen Adams primando, justamente, pelo que mais anda faltando para a humanidade, além de sensibilidade: a simplicidade.

Os vídeos vão potencializar o efeito sensibilizador dos textos que foram publicados em jornal, uma vez que estará presente, além do sentido da visão, também o sentido da audição.

Apoema Cultura Ambiental

JANEIRO/2016



Primeiro Vídeo: Apresentação da autora





www.apoema.com.br



A ideia do programa nasceu por uma necessidade quase orgânica de produzir algo utilizando todas as ferramentas e materiais disponíveis para elaborar algum recurso que pudesse, no mínimo, incentivar uma reflexão para sensibilização, levando à mudanças que proporcionem uma vida menos artificial e menos mecanizada. É uma tentativa, que estou gostando muito de fazer.

Não podemos fugir de tudo, nem corrigir tudo, porque há muito a ser transformado, mas desenvolvendo o nosso saber sensível - esquecido pelos cantos da vida, principalmente pelos ambientes escolares - vamos ver mais, ouvir mais, cheirar mais, escutar mais, degustar mais... Vamos refletir para sair do piloto automático e SENTIR. A partir da reflexão é que começa uma mudança. Sem reflexão não há desacomodação e o sentir superficial não transforma.

Que o programa desacomode, desperte algo que seja transformador e que estimule ampliar a percepção ambiental de cada um e de todos.


Bere Adams.


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